Histeroscopia Diagnóstica

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A video-histeroscopia, ou simplesmente histeroscopia, como era conhecida antes da incorporação do sistema de vídeo a essa via de acesso, passou a ter seu campo de atuação muito difundido e ampliado, devido à possibilidade de se observar em monitores as imagens do interior do útero. Uma óptica é introduzida através da vagina e chega à cavidade uterina, que é iluminada propiciando imagens nítidas em alta definição. Assim, pode-se proceder a gravação ou a obtenção de fotos. A video-histeroscopia pode ser diagnóstica ou cirúrgica.

HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA
A histeroscopia diagnóstica é realizada no âmbito ambulatorial, sem a necessidade de anestesia. Por outro lado, a sedação oferece maior conforto, alta imediata e a possibilidade de realização de pequenos procedimentos, como a retirada de pequenos pólipos, lise de sinéquias pequenas, retirada de DIU. Alguns centros europeus defendem a realização desses pequenos procedimentos no âmbito ambulatorial, sem qualquer tipo de anestesia; no Brasil, tem-se optado pela sedação. Além disso, muitas pacientes solicitam a anestesia para a realização da histeroscopia diagnóstica. Logicamente, a sedação aumenta os custos do procedimento.

A histeroscopia diagnóstica estaria indicada toda vez que haja necessidade de se examinar o interior do útero, como na investigação de causas de infertilidade feminina. Nesses casos, mesmo diante de normalidade de ultrassonografia, podem ser encontrados diversos fatores que dificultam a fertilidade, tais como a presença de pequenos pólipos ou miomas (tumores benignos), que podem estar localizados na entrada do útero (canal cervical), o que dificulta a passagem de espermatozoides para o seu interior. Outra possibilidade é a presença de endometrites (infecção ou inflamação), que tornam o meio hostil a espermatozoides e pré-embriões. Isso poderia explicar muitas falhas de implantação embrionária (falta de gravidez, mesmo transferindo pré-embriões de boa qualidade). Apesar da sua realização ser defendida por muitos centros de reprodução humana há décadas, em publicações científicas, muitos não a realizam. Outros diagnósticos são: sinéquia intrauterina (aderências decorrentes de agressão no interior do útero, como curetagem pós-aborto), mal formações uterinas.

Outra grande indicação da histeroscopia diagnóstica é o sangramento uterino anormal. O sangramento uterino anormal pode ser causado por alterações hormonais ou anatômicas. Nesta eventualidade, a ultrassonografia ou ressonância magnética podem ajudar muito. Mas, a histeroscopia diagnóstica é preferível por possibilitar a identificação precisa de causas intrauterinas do sangramento uterino anormal. O câncer de endométrio pode ser uma possibilidade diagnóstica.

 

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